
O governo argentino anunciou oficialmente sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), alegando necessidade de maior autonomia nas decisões sanitárias, e críticas à governança global. De acordo com o Executivo, a retirada não terá impacto negativo, visto que a Argentina não conta com financiamento direto para os programas nacionais de saúde e que os projetos de cooperação técnica vêm da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Considerando a realidade econômica e de saúde pública da Argentina, o que isso pode significar? Essa decisão pode isolar Buenos Aires em cooperações científicas e sanitárias ou fortalecer sua autonomia regulatória? Seria um gesto de política externa mais alinhado aos EUA? A atitude pode influenciar outros países da América Latina a questionar organismos multilaterais? Para comentar o assunto, recebemos Beatriz Bandeira de Mello, doutora em relações internacionais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); e Eric Cardin, doutor em sociologia com pós-doutorado em antropologia social e professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.