
“Muitas vezes o gerente só é gerente de nome.” Neste episódio do Prato do Dia, falamos sobre um dos maiores equívocos na gestão de restaurantes: acreditar que contratar um gerente resolve automaticamente os problemas da operação. Na prática, muitos gerentes acabam por ser apenas tapa-buracos. Resolvem reclamações, tratam da manutenção, cobrem falhas da equipa e fazem de bombeiros. Mas não estão verdadeiramente a gerir. Um gerente de restaurante deve assumir três responsabilidades essenciais: gerir pessoas, garantir processos e organizar rotinas. Sem processos escritos, sem rotinas claras e sem expectativas bem definidas, o gerente fica sem direção. E quando isso acontece, tudo volta para o proprietário. O dono continua a ser o processo, continua a ser a solução para todos os problemas e o restaurante não ganha autonomia. Neste episódio falamos sobre: – O verdadeiro papel do gerente na restauração – Como estruturar processos e rotinas para dar autonomia – Porque o gerente não deve inventar, mas implementar – A importância de briefings curtos e organização diária – Como deixar de dar respostas e começar a fazer perguntas Gerir não é apagar fogos. É garantir que os processos funcionam, que a equipa sabe o que fazer e que a operação corre sobre carris. Se existe um gerente na estrutura, mas as decisões continuam sempre a recair sobre o proprietário, é sinal de que algo precisa de ser reorganizado. Prato do Dia #004 Gestão profissional na restauração, aplicada à realidade da operação.