Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Dá para vivermos só com o que aprendemos nas redes sociais? Um dos sinais da falência de uma sociedade é quando as pessoas deixam de acreditar nas instituições democráticas. Quando não se confia em nada ou em ninguém, perde-se a capacidade essencial de se buscar o bem comum com o outro. Por isso, pesquisas recentes do prestigioso instituto Pew Research Center, que demonstram a baixa confiança da população na imprensa, me impactam, mas não me surpreendem. E isso é um sintoma que deveria preocupar todo mundo. Segundo os levantamentos, apenas 38% dos americanos adultos se informam “o tempo todo ou quase o tempo todo”. Além disso, só 15% acreditam “muito” e 46% “um pouco” nos veículos jornalísticos nacionais. Em compensação, 14% buscam notícias no TikTok (32% entre os que têm de 18 a 29 anos), que ainda fica atrás do Instagram (16%), do YouTube (26%) e do Facebook (30%). O mesmo instituto já havia indicado que o aumento de informações nas redes sociais é inversamente proporcional a sua qualidade, e que o público que as utiliza como principal fonte de informação é menos engajado, informado e capaz de demonstrar bom discernimento, se comparado a quem se informa pela imprensa. Pelas minhas observações, arriscaria dizer que temos números semelhantes no Brasil. Só que todos perdem muto com esse divórcio entre a imprensa e seu público, e cada um tem seu papel e suas razões. Mas isso precisa ser revertido! As bolhas de pensamento único, que nos maltratam diariamente, impedem que vivamos em uma sociedade com cidadãos mais conscientes e capazes de se desenvolver. Como explicar essa perda de confiança crônica do público no jornalismo? Por que isso é perigosíssimo para a democracia? E quais caminhos existem para se resgatar a parceria fundamental entre ambos? É sobre isso que falo nesse episódio. E você, que caminhos sugere?