Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Na semana passada, uma decisão do governo do Estado de São Paulo causou revolta em educadores: o secretário da Educação, Renato Feder, determinou que, a partir do ano que vem, os alunos da rede estadual no Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e no Ensino Médio não usarão mais livros impressos. Ao invés disso, os professores ministrarão as aulas com slides criados pela equipe da Secretaria de Educação, projetados em telas. Um outro aspecto da medida igualmente problemático é a decisão do governo paulista de abandonar o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) nessas faixas etárias. Por esse mecanismo, há mais de 80 anos o Governo Federal compra e entrega os livros para todos os alunos das escolas públicas do país, depois de os professores de cada instituição ou rede escolherem os títulos que preferem. Feder disse que o conteúdo dos livros do PNLD estão “rasos e superficiais”, uma afirmação leviana e questionável. Para ele, o material digital do governo paulista é “mais assertivo”. Dificilmente uma decisão poderia estar mais errada e desagradar tanta gente. Ela contraria as pesquisas de ponta em educação e as práticas adotadas em países com os melhores sistemas de ensino do mundo. Tanto que, depois dos protestos dos educadores, o governo de São Paulo recuou e disse, no sábado, que também oferecerá seu material digital impresso em apostilas. Isso só demonstra que eles ainda não entenderam onde está o gritante retrocesso na “modernidade” que estão impondo. Mas, afinal, por que a proposta paulista desagradou tanta gente? Existe algo de bom nela? Ainda dá para reverter essa decisão? Nesse episódio, eu respondo essas e outras perguntas sobre o tema. E você, o que acha da ideia de trocar livros didáticos impressos consagrados por slides projetados em telas na sala de aula? Isso melhora ou piora a experiência de alunos e de professores?