Pílula de cultura digital para começarmos bem a semana 😊 Com a campanha eleitoral oficialmente na rua, a temperatura nos caldeirões políticos aumentou. E, assim como aconteceu em 2018, o vencedor para o cargo de presidente da República será decidido, em grande parte, com o apoio das redes sociais. A diferença é que, nesses quatro anos, os principais atores dessa disputa aprenderam a manipular ainda mais esse recurso, para que suas mensagens cheguem aos eleitores de maneira contundente. Resta saber se o resto da sociedade consegue lidar com as consequências disso. As plataformas digitais também entenderam seu papel determinante nesse cenário, tanto pela sua capacidade de influenciar os eleitores, quanto pelos efeitos que têm nisso. A última eleição presidencial americana escancarou o problema, deixando os Estados Unidos rachados ao meio até hoje, 19 meses após a catastrófica invasão do Congresso americano por seguidores do ex-presidente Donald Trump. Graças à incapacidade das plataformas digitais de lidar com as fake news e o discurso de ódio, aquelas pessoas ainda acreditam que Trump teve sua reeleição roubada, a ponto de tentar impedir à força a confirmação da vitória de Joe Biden. Agora, a menos de dois meses do primeiro turno das eleições brasileiras, é legítimo questionar se as redes sociais aprenderam algo com isso, e o que nós podemos aproveitar da experiência americana. O que você acha? Evoluímos nisso ou continuamos sendo fortemente influenciados pelo que vemos nas redes sociais? E vale dizer que essas plataformas vêm falhando no combate aos conteúdos nocivos em suas plataformas.