
"Um dos poemas que eu trago aqui, já o cantava na escola, esaiu-me na escola, num teste de Português. - Qual era? ‘A Escada Sem Corrimão’, David Mourão-Ferreira. " Teresinha Landeiro tem 29 anos, 3 discos, muitos anos passados em casas de fado, uma vida que começou por se fazer em Azeitão e se mudou para Lisboa para acompanhar as guitarras, os fadistas, e os sonhos por cumprir. Chegou a pensar ser médica, formou-se em gestão, mas adada altura o fado impôs-se. Ao longo desta conversa, ficamos a conhecer a sua relação precoce com a palavra, com a poesia mas também com o fado; o que pensa disto de ser artista ou de escrever canções. Acompanhamos a sua biografia a partir dos poemas que elege para a conversa. Poemas: 1 - David Mourão-Ferreira – Escada Sem Corrimão 2 - Sebastião da Gama – Quando eu Nasci 3 - Cecília Meireles – Canção (Naufrágio) 4 - Mário Cesariny – Estação 5 - Fernando Pessoa – Contemplo o lago mudo 6 - Adília Lopes – A propósito de estrelas 7 - Daniel Faria – ‘a criança fecha os olhos no muro’ 8 - Mário Quintana – Da felicidade 9 – Mário Quintana – Rua dos Cataventos 10 – Alexandre O’ Neill – Poema pouco original do Medo 11 – Alberto Caeiro – Eu nunca guardei rebanhos(excerto) 12 – Sophia de Mello Breyner – 25 de Abril 13 – Paulo Leminski – um bom poema leva anos