
No dia 5 de novembro, o maior desastre ambiental do Brasil, o rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, completa quatro anos. O mar de lama deixou 19 mortos e centenas de desabrigados. E a devastação do Rio Doce afetou drasticamente a vida da população local. Andresa Boni conversa com o procurador regional José Adercio Leite Sampaio, coordenador da Força-Tarefa Rio Doce, do Ministério Público Federal em Minas Gerais, e com o geógrafo Wagner Costa Ribeiro, professor titular do departamento de Geografia da Universidade de São Paulo. José Adércio afirma que tanto em relação ao apoio às vítimas como na reparação do meio ambiente, a Fundação Renova – entidade mantida pela Mineradora Samarco para fazer a reparação dos danos ambientais e amparo às vítimas – tem deixado a desejar. Dos 42 programas a serem providenciados pela Renova, apenas um foi cumprido até agora. Wagner diz que continua pessimista em relação à segurança das barragens no Brasil, pois está acontecendo uma desarticulação na fiscalização.