
Todos os meses, cerca de 22 mil bebês nascem de mães adolescentes no Brasil. Ao longo de 2025, foram mais de 274 mil casos, um número que revela que a gravidez precoce continua sendo uma realidade para milhares de meninas. Desse total, quase 12 mil tinham entre 10 e 14 anos, crianças que, pela legislação, são consideradas vítimas de violência sexual. A gestação nessa fase da vida também traz riscos para a saúde da mãe e do bebê, como parto prematuro, hipertensão, anemia e baixo peso ao nascer. Além disso, muitas dessas jovens interrompem os estudos, reduzindo suas perspectivas de futuro e ampliando ciclos de vulnerabilidade. Apesar da queda registrada nos últimos anos, o problema está longe de ser superado. No Opinião desta sexta-feira (24), vamos falar sobre este problema social e de saúde pública e entender o que pode ser feito para mudar esse cenário. Receberemos a médica ginecologista e obstetra Silvia Saito Yamada, chefe da equipe da Ginecologia do Sabará Hospital Infantil e a jornalista e apresentadora do Jornal da Tarde da TV Cultura Joyce Ribeiro, autora do livro "Nem cresci e já sou mãe".