
O inverno de 2025/2026 ficou marcado por uma sucessão excecional de rios atmosféricos que atingiram a Península Ibérica, transportando enormes quantidades de humidade do Atlântico e contribuindo para um dos períodos mais chuvosos das últimas décadas. No Alentejo, os seus efeitos foram particularmente evidentes, com níveis de precipitação históricos e episódios de inundação. Neste episódio do Palavra de Cientista, converso com o investigador Miguel Potes, diretor do CREATE - Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia para o Sistema Terra e Energia, da Universidade de Évora. Aproveitando uma oportunidade rara proporcionada por estes fenómenos extremos, a equipa de investigação realizou observações da atmosfera em altitude através do lançamento de radiossondas, instrumentos que permitem medir temperatura, humidade, pressão e vento ao longo de vários quilómetros da atmosfera. Ao longo da entrevista, vamos perceber o que são os rios atmosféricos, como influenciam a precipitação em Portugal, porque é tão difícil prever com precisão os episódios de chuva extrema e de que forma a investigação científica pode contribuir para melhorar os modelos meteorológicos e a capacidade de antecipar fenómenos que afetam diretamente as populações. Uma conversa sobre ciência, clima e observação da atmosfera, que nos ajuda a compreender melhor os mecanismos por detrás dos eventos meteorológicos extremos que marcam cada vez mais o nosso território. #RiosAtmosféricos #Meteorologia #Clima #AlteraçõesClimáticas #Ciência #Investigação #UniversidadeDeÉvora #CREATEUÉvora #PrevisãoMeteorológica