
O mercado de feijão no Brasil entra em um período de transição crítica, marcado pela drástica redução da oferta de lavouras irrigadas e pelo fim da segunda safra no Paraná. Com a projeção de uma quebra que pode chegar a 50% no Vale do Araguaia e estoques comerciais praticamente zerados, empacotadores enfrentam o desafio de garantir produto de qualidade em um cenário de preços valorizados. Enquanto o feijão carioca mantém patamares elevados, o feijão preto surge como alternativa para o consumidor, embora a valorização do dólar já comece a encarecer as importações da Argentina. O presidente do IBRAFE, Marcelo Lüders, comenta que, para o produtor, o momento exige cautela estratégica e uma análise precisa dos fundamentos para aproveitar as boas margens de lucro que o cenário atual oferece.Em um cenário de feriado no mercado norte-americano e baixa liquidez nas bolsas internacionais, o mercado brasileiro de milho encerra a terceira semana de junho atento à volatilidade do dólar e ao início da colheita da safrinha. Enquanto os preços no mercado físico apresentam recuos pontuais devido à demanda lenta, as atenções se voltam para a nova revisão da safra 2025/26 pela consultoria Safras & Mercado, que reduziu a expectativa de produção para pouco menos de 140 milhões de toneladas. O agente autônomo de investimentos, João Santaella Neto, comenta que o ajuste reflete os gargalos climáticos enfrentados por estados como Minas Gerais, Goiás e Tocantins, e desenhando um novo panorama para as cotações e a produtividade no campo.O mercado de milho na Bolsa de Chicago encerrou a terceira semana de junho marcado pelo reposicionamento estratégico de fundos de investimento e pela cautela diante do feriado prolongado nos Estados Unidos. Apesar de uma valorização no período, o contrato setembro sofreu pressão com a queda do petróleo e o fortalecimento do dólar, fechando em leve baixa. No entanto, Joãozinho Grafista revela um cenário de 'sobrevenda', sugerindo um potencial movimento de recuperação.