
O mercado de trigo opera em forte estabilidade com viés de alta tanto no cenário internacional quanto doméstico, impulsionado pela oferta restrita no Leste Europeu e atrasos no plantio norte-americano. No Brasil, o clima adverso no Sul acende o alerta para a qualidade da colheita. Vlamir Brandalizze chama a atenção para os moinhos, que enfrentam a perspectiva de importações mais caras e tendem a valorizar o cereal nacional para garantir competitividade na cadeia de derivados.O mercado do arroz segue em ritmo de cautela e firmeza nas cotações, marcado por um novo pregão da Conab com valores de abertura considerados abaixo das referências praticadas no mercado físico do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Com os produtores retendo lotes em busca de melhores remunerações e uma oferta limitada, o setor enfrenta uma clara queda de braço entre a indústria e o varejo. Vlamir Brandalizze destaca que esse movimento interfere diretamente nos preços praticados nas gôndolas dos supermercados.O mercado de feijão opera sob forte pressão de alta em todo o país, sustentado pelo chamado vazio de oferta entre o fim da colheita e o início da nova temporada previsto apenas para meados de outubro. Com a escassez momentânea no campo e relatos de redução de área no Paraná, tanto o feijão carioca quanto o feijão preto registraram valorizações consistentes nos principais polos consumidores de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Vlamir Brandalizze observa que essa situação de mercado mantém os produtores firmes na pedida por preços mais elevados.