
Para encerrar o tema morte, a conversa foi um "bate bola", um resumão sobre os episódios passados e o que aprendemos ao longo desses estudos e pesquisas que fizemos. Para sermos sinceras, esse tema não tem fim, e daria vários episódios de mais de uma hora cada um, então, buscamos sintetizar sentimentos, levar conteúdo de qualidade e tentamos ser o mais delicadas possível, pois sabemos o quanto esse assunto é dolorido. Foi difícil falar sobre, acreditem, surtamos muitas vezes. É dolorido imaginar a possibilidade de um filho partir antes de nós. É dolorido ver amigas que tiveram seus sonhos de serem mães interrompidos. É dolorido ver que, nem depois da morte, uma pessoa transexual é respeitada. É dolorido ver que um chefe de estado se delicia com as mais de 600 mil mortes, só de covid, de seu país e, além de não fazer nada, ainda debocha. Por outro lado, vimos a importância de se falar da morte, em todos os aspectos, quase ninguém pensa no impacto ambiental que um corpo em decomposição pode causar, as famílias não conversam sobre o que gostariam de fazer com o próprio corpo, tantas possibilidades, além de enterrar e cremar. Óbvio que entendemos e respeitamos religiões e crenças das pessoas e isso, levamos em consideração, pois acreditamos que seremos mais felizes quando aprendermos a ter empatia, a nos colocar no lugar do outro. Vimos que o luto é individual e cada um tem seu processo e sua maneira de lidar com ele. Que não existe só a morte do corpo físico, a morte e o luto podem ser de uma separação, uma mudança de cidade, perdas diversas. Dores diversas. Gostou do conteúdo? Comente! Não gostou? Comenta também que todo ponto de vista é válido!