
Geriatra e professora do Centro Universitário São Camilo, Elaine Biffi comenta o novo perfil do idoso, mais longevo e mais ativo De acordo com o IBGE, 14,7% da população brasileira são de pessoas com 60 anos ou mais, faixa etária que totaliza quase 40 milhões de pessoas. Em sete décadas, a média de vida do brasileiro aumentou 30 anos, saindo de 45,4 anos em 1940, para 75,4 anos em 2015, e a expectativa da ONU é que, até o final desta década, o mundo supere a marca de 1 milhão de pessoas com 100 anos ou mais. Segundo a organização mundial, o período de 2021 a 2030 é considerado a Década do Envelhecimento Saudável. Com isso, a instituição faz um chamado aos governos, sociedade civil e setor privado para que, além de adicionar anos à existência, melhorem a qualidade de vida das pessoas. Com o crescimento da população da terceira idade, a sociedade, a economia e a Ciência passaram por transformações para atender esse novo perfil de idoso considerado mais ativo e longevo. Com isso, surgiram novos desafios de forma geral, mas a Medicina tem se destacado neste cenário, com a necessidade de orientar, planejar e promover o bem-estar deste grupo reconhecido hoje como o “novo idoso”, estimulando a prevenção e a promoção da qualidade de vida. “O envelhecimento é um processo fisiológico. Os desgastes acontecem e os órgãos têm uma relativa diminuição de função, mas desde que seja mantido um equilíbrio, se consegue viver com qualidade’, explicou a geriatra e professora de Medicina do Centro Universitário São Camilo, Elaine Biffi. Tempo: 5’59”