
O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (2) é procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo. À jornalista Lívia Veiga, ele fala sobre o combate ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho, que já soma mais de 250 denúncias recebidas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho), além de abordar a pejotização, o fim da escala 6x1, o trabalho em condições análogas à escravidão e as relações entre trabalhadores e plataformas digitais. Segundo Gláucio Araújo, o assédio eleitoral ocorre quando o empregador tenta interferir na manifestação de vontade do trabalhador por meio de ameaças, coação ou promessas. “É todo ato ou conduta do patrão, do empregador, tendente a interferir na manifestação de vontade do trabalhador eleitor, por meio de coação, ameaça, falsas promessas, a ameaça de demissão, ou então prometendo um aumento salarial, uma promessa de ganhos, de ascensão funcional, de uma promoção funcional”, explicou. A prática pode ocorrer tanto em empresas privadas quanto na administração pública, com ameaças de exoneração ou promessas de gratificações e cargos.