
A Flor Singela semente que em fértil solo suas raízes crava, Agarrando com suave vigor tudo que a ela é destinado. Sob pés distraídos de distraídas pessoas... Seu frágil caule que almeja a luz, Pode em brando dia sucumbir. Porém, sem hesitar cresce... E mostra o máximo esplendor a ela permitido. Não pergunta se é a mais bela Ou se é dentre outras a mais perfumada, Confundindo-se nas fragrâncias não se importa, simplesmente seu aroma invoca devolvendo ao seu criador sublime amor. Perecer, ciclo da vida... Outrora matéria, tão já seu espírito eleva. Toca a infindável paz. Badala seu eterno Ângelus. E em Deus agora se une, sendo parte de outra criação.