
Ruínas "Se essa rua, se essa rua fosse minha.. Eu mandava ladrillhar com pedrinhas, com pedrinhas de brilhantes para o meu amor passar. Nessa rua tem um bosque que se chama solidão..." Hoje não tem poema Tive um lapso com o tempo Fui lá ao final de 1700 Quando aqui Ainda era apenas um acampamento 17 de maio de 1858 Nascia a cidade Santa Maria De lá pra cá ferrovia vila belga universidade... universidades.. Quanta história se faz Quantos passos se dão nas ruas de Santa Maria? Mas o que me inquieta São as memórias de uma senhorinha Sua juventude foi divertida Nas festas de um casarão Que até capela dentro havia... Hoje nem ruínas... Já um professor aposentado, Num olhar nostálgico pela Catedral da Av. Rio Branco me dizia "Aqui me casei há 55 anos" Pude ver por um instante ele com a sua noiva entrando Há mais de meio século pisando no mesmo chão que tocava a sola dos meus sapatos. Como diz o padre Ênio: Tem patrimônio que não tem preço. Tá escuro, tá escuro aqui dentro Sem a luz do conhecimento Tudo vira ruínas Nosso passado Nossa história Nosso tempo Nossas memórias Num tijolo em queda Em queda, Em queda, Em queda... Até quando vamos deixar nossa identidade virar pó? Essa rua, essa rua ela é nossa Vamos todos ensinar a preservar O patrimônio, o patrimônio e história Para a memória, a memória ativar - MELINA GUTERRES / Mel Inquieta - Poema escrito para o Coletivo Memória Ativa que defende o patrimônio histórico e cultural de Santa Maria-RS.Apresentação em seu lançamento oficial no Casarão da TV Ovo. Dançarino: Lucca Pilla #poesia #poema #santamaria Foto em pb do Dartanhan Baldez No instagram: https://www.instagram.com/p/Bx9VDzFAUpX/