
TRINCHEIRAS INVISÍVEIS Era meio sol Meia foice Meio imundo Obscuro Tinha um demônio nas antenas Nos raios da comunicação Tinha um facão Na trincheira Da mata selvagem Uma Amazonas Enchia meu cálice Com a pureza do rio das dores, das lágrimas de múltiplas mulheres No peito, o colo, Meu rosto era pintado Com o traço da guerra Que há pouco não via, Como poderia? Se a margem do rio Não permitia? - Nem todo horizonte É fronteira Nem toda mulher Restrita Repetia A sábia índia Num canto No balanço Do um corpo Que protegia Outro corpo Num leve sono De recomposição Até a próxima Trincheira escrito em 15/07/2020 Melina Guterres / Mel Inquieta Arte: EW divulgou uma nova arte conceitual do filme da Mulher-Maravilha que mostra a heroína caminhando calmamente no meio das trincheiras da Primeira Guerra Mundial