
Eis um ossinho exemplar, de perfeitos contornos, rechonchudo, pele morena, perfume de osmazoma que entontece do tanto que apetece. — Paiva, diga lá a estas bestas o que é a osmazoma. Osmazoma. Do grego osmé, cheiro, mais zomós, sumo. Substância nutritiva da carne que dá ao caldo o seu aroma. Deve-se-lhe o tostado do assado e o costume dos antigos de mergulhar no molho o pão. Foi o meu professor de Comunicação e Difusão e de Psicologia que me ensinou a usurpar o dicionário. Outros mestres que não tive me ensinaram a fisiologia do gosto e a orogenia do apetite. — Paiva, explique lá a estes broncos. Orogenia. ... Não, meu capitão, deixai-os comer sem saber e aprender como ordinário a usurpar o dicionário. Eis as palavras, fritinhas, douradas, salgadas, sequinhas. Calha bem uma salada e uma bebida fresca. De picles, ainda não gostas. Só faltam azeitoninhas. Não as tivesses comido todas ao pequeno-almoço!