
O caso da professora acusada de transfobia na Universidade Federal da Bahia (UFBA) trouxe à tona a discussão sobre como a espécie humana tem o costume de linchar, matar e dizer que pode atacar o outro simplesmente porque o outro é culpado de alguma coisa. O incrível é como ainda existem intelectuais e acadêmicos que posam diante do mundo como "oráculos da ética, transparência e das boas intenções", mas que apoiam esses tipos de manifestações sob o pretexto de reparação histórica, perseguindo e destruindo a vida de seus colegas e até de alunos que não se manifestam. É indubitável que isso não se refere a todos os docentes e discentes das universidades. No entanto, a UFBA é responsável pela proporção que esse caso tomou não só nas mídias sociais, como também na justiça. E essa instituição continuará sendo responsável pela formação de jovens que se tornarão jornalistas e que quando utilizarem alguma palavra relacionada a "fóbico", serão tratados como pessoas que estão dizendo a verdade absoluta. É por isso que as universidades acabaram se tornando espaços insalubres em que qualquer opinião ou ato de liberdade de expressão são brutalmente atacados.