
Por que uma guerra em um lugar tão distante como o Oriente Médio impacta tantos brasileiros, ainda mais considerando que a maior parte da população brasileira não é formada por judeus ou árabes? Antes de qualquer coisa, é bom deixar claro que eu não acredito na motivação ética para tamanha empatia pelo conflito, já que sob muitos aspectos, a realidade brasileira consegue ser tão violenta e degradante quanto a guerra, mas o sentimento de empatia pelos nossos próprios problemas não é o mesmo. Logo, minha hipótese em relação à empatia com os israelenses, por exemplo, está pautada na questão religiosa que atravessa todo o Ocidente. Afinal de contas, o cristianismo é judaico. Por outro lado, aqueles que simpatizam com a causa palestina ou mesmo com o Hamas, um grupo terrorista e assassino, podem estar ancorados no velho antissemitismo. Isso é um tanto quanto irônico, já que mesmo com o passar dos anos, ainda existem pessoas que pensam que os judeus não prestam. Para se ter a prova disso, basta ler alguns comentários que aparecem nas redes sociais. A questão é que se você acha que os judeus mandam no mundo e pensa que eles dominam os bancos, a grande mídia e Hollywood, sinto te informar que você é um antissemita, mesmo que não saiba.