
A Tota tem 30 anos, cresceu em Rio Tinto (Gondomar) e estudou na sua cidade natal, Coimbra. Licenciada em História, acabou o curso no mesmo ano em que Passos Coelho convidou os jovens a emigrar. Viveu dois anos numa pequena cidade de Inglaterra e voltou para o Porto. Depois de 6 anos entre restaurantes, limpezas, babysittings, lojas de roupa e muitos outros biscates, em 2018 tomou das melhores decisões da vida: estudar Escrita para Cinema e Televisão, mudar-se para Lisboa. Estreou em março de 2020 a sua primeira série documental - O Meu Sangue - e em outubro do mesmo ano a sua primeira série de ficção/mockumentary - Dolores, ambas disponíveis na RTP Play. Neste Por Vezes, Nem Sempre, falamos sobre a necessidade de normalizar a menstruação e mostrar ao mundo que menstruação e de políticas públicas que podem ser feitas por uma maior igualdade, falamos de cultura como arma ao serviço da igualdade, emigração e trabalho mal pago. Falamos sobre o Estatuto do Profissional da Cultura, sobre as dificuldades do setor, da precariedade, das suas especificidades. Falamos sobre a importância da desconstrução dos estereótipos e dos preconceitos de género que ainda estão muito enraizados numa sociedade patriarcal. Falamos sobre o documentário “Meu Sangue”e como este serviu colocar a cultura ao serviço da igualdade “vamos dar ao sangue menstrual a cor que ele merece” Este documentário pode ser visto na RTP Play e é serviço público porque dá voz a um dado que já devia ser uma certeza natural “termos de volta os nossos corpos, sem termos vergonha ou nojo”, com mulheres reais de um país real. Falamos de menstruação, do preconceito com os pelos, de como o SNS e a Educação desconstruindo muros, reconhecendo a mulher como dona do seu próprio corpo. Usas a palavra “higiene feminina”? Descobre porque não o deves usar e porque deves usar o “produtos de recolha menstrual”. E o que Por Vezes, Nem Sempre acontece nas políticas que se podem fazer para dirimir estas desigualdades.