
#152 – A revisão forma um escritor. É por meio da leitura crítica reiterada de nosso próprio material que enxergamos repetições, ruídos, dissonâncias na música do texto. Apenas assim conseguimos transformar um original frágil e irregular em uma obra acabada. Mas sabemos que a revisão também pode ser uma forma labiríntica de procrastinação. Nosso perfeccionismo paralisante pode passar a viver nessa incapacidade de avançar, nesse bolero assustado que, para cada passo adiante, se somam três para trás. A revisão, por mais importante que seja para o seu romance, pode valer, se mal manejada, como uma expressão curiosa de inação. No Prelo desta semana, apresento dois métodos muito eficazes de revisão. E discuto o momento de parar – de entregar o livro para a editora, ou ao menos para outro par de olhos menos viciados que os nossos. Clique aqui para entrar na lista de espera da Black Friday!