
A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado está marcada, e a aprovação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal parece certa. Mas o que exatamente acontece numa sabatina? Por que elas frustram tanto? E o que vale a pena observar desta vez? Para responder essas perguntas, Felipe Recondo recebe o professor Rogério Arantes, cientista político da Universidade de São Paulo e estudioso das indicações presidenciais ao STF. - ASSINE A MINHA NEWSLETTER PARA SABER MAIS: https://substack.com/@UC1vPuOmA2uYkbpfURbkpYVA Neste episódio, Arantes apresenta dados das sabatinas anteriores — de Kássio Nunes Marques a André Mendonça — para mostrar como os votos contrários raramente seguem a lógica governo-oposição e revelam disputas de agenda mais profundas: lavajatismo, costumes, combate à corrupção. E explica por que as maiorias que aprovam os indicados são sempre maiores do que as previstas. No caso de Messias, o debate passa pela sua trajetória à frente da AGU — incluindo a atuação nas fraudes do INSS e a polêmica Procuradoria de Defesa da Democracia, apelidada de "Ministério da Verdade" —, pelo apoio inusitado de André Mendonça e Nunes Marques, pelo escândalo do Banco Master, e pelo pano de fundo mais explosivo de todos: o Supremo no centro da crise institucional do país. A conversa termina com uma pergunta sem resposta ainda: como a chegada de Messias vai reorganizar as forças internas do tribunal? Capítulos: 00:00 Introdução à Sabatina de Jorge Messias 03:07 Expectativas e Desafios da Sabatina 06:07 Dinâmica da Sabatina e Comportamento dos Senadores 09:05 Análise de Casos Anteriores e Influências no Voto 12:11 Aspectos Políticos e Sociais da Indicação 14:58 A Influência do Contexto e da Confiança no Supremo 17:58 Considerações Finais e Mobilização de Apoios 19:37 Expectativas para a Sabatina de Jorge Messias 22:21 Desafios da Advocacia Geral da União 26:28 Impacto da Crise do Supremo na Aprovação 31:19 O Jogo Político da Indicação 36:55 Compromissos e Consequências no Tribunal