
Durante os quase 21 anos de ditadura civil militar, cinco presidentes governaram o país. Todos militares e eleitos indiretamente pelo Congresso Nacional, que, apesar de continuar funcionando nesse período, foi mantido sob controle, sempre que, de certa forma, ousou seguir caminhos contrários aos interesses do Executivo. Apenas dez dias após o golpe, 40 parlamentares perderam os mandatos e os direitos políticos. Nos meses seguintes, muitos outros também seriam cassados. Em 1965, o Ato Institucional número 2 deu ao presidente o poder de decretar o recesso do Congresso Nacional, aumentou de 11 para 16 o número de ministros do Supremo Tribunal Federal e extinguiu os partidos políticos, abrindo espaço para o surgimento do bipartidarismo.