![[SommCast] Jorgito Donadelli - Socio-proprietário da Sacramento Vinifer #EP154](https://images.podster.com.br/shared/75c34f0af8baa42d3ba870d87be5c79d8eba1f0f74c093d00c6c3d70f009b7b7/512.webp)
Antes de ser um vinho premiado, o Sabina nasceu como uma promessa de família. Neste episódio do SommCast, Jorgito Donadelli, sócio-proprietário da Sacramentos Vinifer, conta como o projeto começou na memória da avó Sabina, na canequinha de alumínio, nas raízes italianas e no sonho de um pai que queria transformar afeto em vinho. A conversa passa pela Serra da Canastra, pela descoberta da dupla poda, pela influência de nomes como Murillo Regina, Eduardo Milan, Pedro Parra e Alejandro Cardoso, e por uma decisão que mudou tudo: criar um vinho moderno, gastronômico, de acidez viva, menos extraído e na contramão dos tintos muito alcoólicos e amadeirados que dominavam parte do mercado. Mais do que uma história de medalhas, este episódio fala sobre origem, escuta, coragem e obsessão por fazer bem-feito. Da escolha do nome Sabina ao nascimento da linha de espumantes Antonela, dos testes com rolhas às experiências com fudres, concreto e ânforas, Jorgito mostra como grandes projetos nascem quando técnica e emoção caminham juntas. Destaques 🍷 A origem emocional do Sabina O vinho nasce como homenagem à avó de Jorgito, Sabina, mãe de seu pai, que tomava vinho em uma canequinha de alumínio e carregava a memória dos ancestrais italianos. O nome não veio de marketing: veio de uma história real de família. ⛰️ Serra da Canastra e uma nova viticultura A Sacramento Vinifer surge em Sacramento, Minas Gerais, na região da Serra da Canastra, mostrando como a dupla poda abriu novas possibilidades para o Sudeste e ampliou o mapa do vinho brasileiro de qualidade. 🌱 Dupla poda e mudança de paradigma A conversa reforça como a dupla poda permite colher no inverno, fugindo das chuvas de verão e trazendo mais controle, sanidade e precisão para regiões antes pouco associadas aos vinhos finos. 🧠 Os “anjos” no caminho da Sacramento Jorgito fala de figuras decisivas para o projeto: Murillo Regina, Eduardo Milan, Pedro Parra e Alejandro Cardoso. Cada um entrou em um momento-chave, ajudando a transformar um sonho familiar em um vinho com identidade. 🚚 A decisão de levar a uva ao Sul Mesmo com a fazenda em Minas, a família decidiu transportar as uvas em caminhão refrigerado até o Rio Grande do Sul para que Alejandro acompanhasse a vinificação de perto. Uma escolha difícil, mas coerente com a busca por excelência. 🍇 Um Syrah brasileiro na contramão O Sabina surge com frescor, tensão, acidez, menor teor alcoólico e perfil gastronômico. Em vez de potência e excesso de madeira, a Sacramento apostou em fluidez — um vinho que pede mais um gole. 🥂 Antonela e a expansão da linha Depois do Sabina, veio a linha de espumantes Antonela, homenagem à sobrinha de Jorgito, bisneta de Sabina. A proposta mantém o DNA da casa: frescor, acidez e vinhos pensados para conversar entre si. 🧪 Experimentação sem medo O episódio também revela os bastidores de testes com fudres, barricas, concreto, ânforas e diferentes formatos de vinificação. Uma vinícola jovem, mas com mentalidade de pesquisa, inquietação e construção de estilo próprio. ✨ Mais do que medalha: essência O Sabina chamou atenção pelos prêmios, mas o episódio mostra o que existe por trás do rótulo: família, memória, risco, técnica e uma vontade enorme de fazer algo relevante para o vinho brasileiro.