
O cicloativista Cristiano Scarpelli fala sobre a experiência de defender a mobilidade ativa em cidades brasileiras, especialmente em Belo Horizonte. Cristiano conta sua trajetória pessoal, desde a adoção da bicicleta até o engajamento no ativismo, e reflete sobre as dificuldades de transformar percepções e políticas públicas num contexto cultural que privilegia o automóvel. Abordamos o impacto social e econômico do carro, a importância de oferecer opções de mobilidade seguras e eficientes, e como a bicicleta contribui para saúde, bem-estar e redução de congestionamentos. Discutimos em as diferenças técnicas entre ciclovia e ciclofaixa, especificações mínimas (larguras, separadores e critérios de segurança) e por que a separação física é fundamental para aumentar uso e segurança. Cristiano explica por que a conectividade da rede cicloviária, priorizando corredores planos e ligações com transporte público, é central para a efetividade do sistema. Também analisamos soluções práticas: ciclovias no canteiro central vs borda de calçada, estratégias políticas graduais (começar com ciclofaixa e evoluir) e estudos de rotatividade de vagas como argumento para reduzir estacionamento em rua. O episódio traz ainda exemplos inspiradores no Brasil e no mundo. Falamos sobre o crescimento das bicicletas elétricas e dos veículos autopropelidos. Cristiano Scarpelli Ciclo ativista Editor do perfil Ciclo Rota BH Faz 15 anos que vendi meu carro e passei a me deslocar predominantemente a pé e de bicicleta, mudando completamente a qualidade de vida e minha percepção da cidade.