
Neste episódio, aponta-se que a ineficiência na gestão pública, configurando ou não corrupção, deve ser enfrentada com seriedade. Afinal, tanto os gestores públicos ímprobos/corruptos, muitos deles citados como “rouba mas faz”, quanto aqueles meramente incompetentes, marcados pela inaptidão no trato da coisa pública, já deixaram gravados na história o quanto de atraso social e prejuízo material vêm impondo à sociedade brasileira. Daí a importância da atuação do Ministério Público na defesa da gestão pública não apenas honesta, mas também eficiente, em especial fiscalizando o cumprimento das normativas, dentre outras, relacionadas ao planejamento, em todos seus níveis (estratégico, tático e operacional), no âmbito do Poder Público. A boa governança na gestão pública não admite “quebra galho”, pelo contrário, exige planejamento e coordenação. A finitude dos recursos públicos exige eficiência na gestão pública, que trespassa necessariamente pelo planejamento, afastando, de vez, a ideia de improviso, de quebra galho, que, sabidamente, leva ao desperdício do já escasso dinheiro público, em prejuízo das tão necessárias políticas públicas, nas mais diversas áreas, dentre elas da educação, da saúde, da segurança e da moradia.