
DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 24/09/2026 TÍTULO UMA PARÁBOLA ANTIGA PARA CRENTESMODERNOS #4 A IMPIEDADE DO HOMEM E A MISERICÓRDIADE DEUS SALMO 78.32 a 39 TEXTO Osatentos leitores das sagradas Escrituras encontram no Salmo 78 um relato tantodeprimente em relação a dureza do coração humano como encorajador ao relatar ainfinita misericórdia de Deus para com seus filhos. Asafe descreve as másatitudes dos filhos de Israel, assim como as tristes consequências de seusimpensados atos. Mesmo que a impiedade da nação tenha atingido um limiteimpensável, é maravilhoso perceber como a inesgotável misericórdia do Senhoragiu em prol de seu povo, mesmo que eles não o merecessem. Adespeito de todos os milagres que o Senhor tivesse realizado em meio a seupovo, Israel era costumaz em recair na incredulidade e nos mais impurospecados. Mesmo que o Senhor os tivesse duramente repreendido, como no caso deseu insaciável desejo por carne, os filhos de Israel parecem nunca teraprendido a lição, como bem descreve Asafe “Com tudo isto aindapecaram, e não deram crédito às suas maravilhas” (verso 32). O pecado dos israelitas atraiu contra eles muitastribulações e tristezas, assim como a morte prematura de toda uma geração,revelação do juízo de Deus, como lemos “Por isso consumiu os seus dias navaidade e os seus anos na angústia” (verso 33). Os juízos derramados peloSenhor surtiam um superficial efeito sobre a vida de seu povo, fruto das durasconsequências de seus atos, como descreve Asafe “Quando os matava, então oprocuravam; e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus. E se lembravam de que Deus era a suarocha, e o Deus Altíssimo o seu Redentor” (versos 34,35). O queporém ocorria é que as más consequências de seus atos não produziam neles, umreal arrependimento, mas sim um sentimento de remorso que não atingia seuscorações, a ponto de o salmista descrever sua atitude como enganosa, dizendoque, “Todavia, lisonjeavam-no com a boca, e com a língua lhe mentiam” (verso36). Mesmo que o Senhor se tenha revelado fiel em todas as suas promessas, opovo de Israel manteve-se sempre arredio e distante da exigência de obediência,mantendo seus maus propósitos e permitindo que seu coração se liga-se em erro,como descreve Asafe ao dizer “Porque o seu coração não era retopara com ele, nem foram fiéis na sua aliança” (verso 36). Se Deus tivessedestruído completamente a nação de Israel, desprezando-a por causa de seusmuitos pecados, ninguém poderia acusar o Senhor de injustiça. O que Asafe noslembra agora é que, não pelos méritos dos filhos de Israel, mas pelo amor doSenhor é que esta nação continua a existir, como bem nos é dito “Ele, porém,que é misericordioso, perdoou a sua iniquidade; e não os destruiu,antes muitas vezes desviou deles o seu furor, e não despertoutoda a sua ira” (verso 38). Ao olhar para a nação de Israel, Deus levou emconta a fragilidade e imaturidade de seu povo “Porque se lembrou deque eram de carne, vento que passa e não volta” (verso39). Que tal verdadeencontre em nós corações humildes e sensatos, reconhecendo que a razão de nossaexistência se encontra unicamente em nosso Deus, pois “As misericórdias do Senhor são a causa denão sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” (Lamentações 3.22)