
DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 30/10/2026 TÍTULO COMO APRENDER A AMAR PESSOAS INVISÍVEIS TEXTO A leitura dos evangelhostem como propósito central apresentar a pessoa e obra de Jesus Cristo, o filhode Deus, em meio a um contexto histórico, geográfico e cultural que não nosdeve passar desapercebido. Jesus vivia em meio a sua gente, relatada nosevangelhos como um povo escravizado e em sua maior parte miserável. Este fatonão passou desapercebido aos olhos de Jesus cujo comportamento para com estaspessoas foi absolutamente o oposto ao praticado pelos líderes judaicos de seutempo. Faremos bem em observar como Jesus se relacionava com uma multidão depessoas invisíveis ao estado e a religião daqueles dias. Primeiramente,reconheçamos a compaixão de Jesus em reconhecer e dialogar com pessoasinvisíveis aos líderes religiosos judeus, como nos é descrito por Mateus “E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegarammuitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seusdiscípulos. E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Porque come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo,disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei oque significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamaros justos, mas os pecadores, ao arrependimento” (Mateus9.10). Jesus conhecia a real necessidade daquelas pessoas, mesmo que aos olhosda elite religiosa judaica isso parecesse algo incoerente. Sua missão salvadoranivelava todos os homens em um mesmo patamar, sem discrimina-los por grupos ouclasses. Onde os fariseus viam merecimento e privilégios, Jesus via anecessidade de misericórdia. Outro fato que nos chamaa atenção quanto ao comportamento de Jesus em relação as pessoas de seu tempo ésua capacidade de quebrar paradigmas firmemente estabelecidos em sua sociedade,como no fato narrado por Lucas “E aconteceu que, indoele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galileia; E, entrando numa certa aldeia,saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe; E levantaram a voz,dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós. E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. Eaconteceu que, indo eles, ficaram limpos” (Lucas 17.11 a 14). Pessoas leprosasdeveriam ser imediatamente excluídas da sociedade, eram literalmenteconsiderados mortos-vivos, separados de suas famílias e impossibilitados departiciparem da vida religiosa. Pois também a estes esquecidos e invisíveis asociedade Jesus demonstrou seu amor, curando-os de seu mal. Possivelmente a narrativabíblica que mais nos permita perceber esta característica na pessoa de Jesusseja a relatada por Mateus no nono capítulo de seu evangelho “E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogasdeles, e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades emoléstias entre o povo. E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavamcansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9.35,36). Jesusandava onde os líderes judeus se negavam a ir, e por isso mesmo era capaz deenxergar mazelas que os orgulhosos fariseus preferiam ignorar. Jesus nãosomente curou seu povo, mas se fez acessível a eles, demonstrando algo quepossivelmente jamais tivessem sentido, em Jesus aquelas pessoas invisíveisencontraram compaixão. Que reconheçamos que o evangelho nos chama a estamesma atitude ao firmemente nos exortar “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve tambémem Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas fez a si mesmo denenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Filipenses2.5 a 7). Que o exemplo do Mestre nos desperte a amar aqueles que este mundoconsidera pessoas invisíveis.