
DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 25/10/2026 TÍTULO A ATITUDE DOS SALVOS PARA COM SEUSGOVERNANTES TERRENOS TEXTO Desde os primeiros diasda existência da igreja de Cristo neste mundo sua relação com as autoridadesgovernamentais constituídas tem sido pautada pela desigualdade de tratamento.Enquanto o evangelho instrui os salvos a manifestarem um comportamentoexemplar, submetendo-se as autoridades e colaborando com a ordem e progresso dasociedade, os governos humanos de forma geral tem dispensado um tratamento quevai da indiferença a perseguição aqueles que reconhecem Jesus Cristo comoSenhor sobre todos os homens. Quão importante é que os filhos de Deus mantenhamuma atitude pautada pela verdade bíblica, a fim de glorificarem ao Senhor emmeio as provações terrenas. A principal atitude apautar o comportamento dos salvos quanto aos governos humanos é oreconhecimento que a autoridade que possuem é ordenada pelo próprio Deus, comonos ensina o apóstolo Paulo em Romanos 13.1. Esta exortação encontra suarazão no propósito divino em constituir tais autoridade “Porque osmagistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu,pois, não temer à autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teubem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz em vão a espada; porque éministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal” (Romanos 13.3,4). A existência dos governoshumanos reside no fato que é necessária uma força que reprima e limite amanifestação do pecado entre os homens, reprimindo os maus intentos de homensperversos. Se o temor do castigo serve de freio a manifestação do pecado,estimulando a obediência civil, em relação aos salvos a razão que os deve levara mesma atitude é a sua própria consciência para com Deus, como nos exorta oapóstolo Paulo “Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somentepelo castigo, mas também pela consciência” (Romanos 13.5). Desta forma,aquilo que se espera dos salvos é que sua submissão aos governos constituídosseja fruto da submissão a autoridade do próprio Deus “Por isso quem resisteà autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre simesmos a condenação” (Romanos 13.2). Porém há um ponto neste ensino que nos deve levar a uma profundareflexão: como devem os salvos agir quando seus governantes humanos manifestamserem incapazes e despreparados para o exercício de sua função? Creio que osábio autor humano do livro de Eclesiastes nos concede bom auxílio nestaquestão ao nos disser “Ainda há um mal que videbaixo do sol, como o erro que procede do governador. A estultícia está posta em grandesalturas, mas os ricos estão assentados em lugar baixo. Vi os servos a cavalo, e os príncipesandando sobre a terra como servos” (Eclesiastes10.5 a 7). Primeiramente reconheçamos que a causa de tal mal é a escolha porparte das nações de governantes inaptos ao cargo que ocupam, entronizando aestultícia em um lugar que ela não deveria ocupar. Uma vez alçados pela próprianação aos cargos de autoridade, é inevitável que tais governantes passem a agirconforme suas más inclinações. O que se espera dos santos de Deus? “Levantando-se contra ti o espírito do governador, nãodeixes o teu lugar, porque a submissão é um remédio queaplaca grandes ofensas” (Eclesiastes 10.5). Ou seja, a palavra de Deus jamais nos encoraja aoenfrentamento que visse destituir governantes legitimamente eleitos, mas ademarcarmos firmemente nossa posição, não contra os homens, mas em oposição atodo pensamento que se levante contra nosso Deus. Quão importante é que os salvos se recordem da preciosa exortação doapóstolo Paulo “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas,sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes dastrevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”(Efésios 6.12).