
FILHOS OU ÍDOLOS? TEXTO Quea instituição familiar se encontra debaixo de profunda ameaça é um fato quepoucos de nós ousariam negar. A destruição da família nos moldes estabelecidospor Deus é requisito básico para o estabelecimento de um governo mundialpautado na impiedade e no egocentrismo. Além das ameaças externas, havemostambém de reconhecer as ameaças internas que colaboram para o estabelecimentodeste fim: a primeira delas o menosprezo pelo significado do relacionamentomarido-esposa como base de sustentação da família, o segundo a prática dapaternidade centrada nos filhos como regra e alvo de vida. Que nossos ouvidosestejam abertos a verdade concernente a estes fatos. Iniciemospelo reconhecimento do relacionamento entre marido e esposa como central ao bemestar do lar. Lembremo-nos que o relacionamento marido-esposa é o primeirorelacionamento criado por Deus, pois somente depois dele é que vemos surgir no seiofamiliar relacionamentos tais como pais-filhos e entre irmãos, fato que nos érevelado no livro do Gênesis “Portanto deixará ohomem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos umacarne” (Gênesis 2.24). Este fatonos leva a segunda conclusão, que o relacionamento marido-esposa é o principalna rede de relacionamentos familiares, uma vez que todos os demaisrelacionamentos provêm e são resultado deste. Por esta razão é lógicoconcluirmos que o relacionamento marido-esposa deve ser prioritário entre osrelacionamentos familiares, pois, uma vez que ocupa o primeiro lugar nosrelacionamentos humanos familiares, todos os demais relacionamentos que surgemna família devem se submeter a ele. Infelizmente o que temos presenciado emnossos dias é que homens e mulheres têm abandonado seu primeiro amor um pelooutro e focalizado sua atenção extensivamente nos filhos, acabando por destruira unidade primária na formação de uma família nos moldes estabelecidos porDeus. Asegunda grande ameaça interna a manutenção da família acaba por ser umaconsequência direta desta primeira ameaça, a prática de uma paternidadecentrada nos filhos tem contribuído para o enfraquecimento do núcleo familiar epara a desobediência ao mandado do Senhor em Marcos 10.9. A principalconsequência observada nesta atitude é a de quebra dos votos maritais em prol dededicarem-se mais livremente aos filhos, de forma que esta real idolatria temlevado ao rompimento dos laços maritais que pais prometeram preservar. Algumascaracterísticas em comum nos permitem perceber quando este processo está emandamento, e possivelmente o principal deles seja o fato que os pais acabam porestabelecer a felicidade de seus filhos como um alvo maior do que a santidadede vida que deveria ser vista neles. Outro fator que denuncia a prática daidolatria para com os filhos é a quase obsessiva preocupação dos pais para coma saúde psicológica de seus filhos, enquanto desprezam a saúde moral tãonecessária a vida. Finalmente, este processo acaba por centralizar a criança nocentro do universo familiar, ocupando um lugar que deveria ser ocupado somentee apenas por Deus. Então aquilo que o apóstolo Paulo tanto temeu acaba por setornar a prática no lar de pessoas que se consideram cristãs “Pois estes mudaram a verdade de Deus em mentira, ehonraram e serviram mais a criatura do que o Criador” (Romanos 1.25). Talvez você considere esta última exortação um caso de extrema dureza,porém ao analisa-la racionalmente poderá perceber o propósito divino quanto asua família: os filhos são uma benção e muito bem vindos a família, mas jamaisdevem ser tornar o centro dela. Há uma enorme diferença entre suprir as necessidadesdos filhos, o que é uma lei bíblica, e centraliza-los no relacionamentofamiliar, o que acaba por equivaler ao pecado de idolatria. Quão importante é que nos recordemos do precioso ensino das Escrituras “E vós, pais, nãoprovoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação doSenhor” (Efésios 6.4).