
DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 06/10/2026 TÍTULO MÁS PALAVRAS DE UM MAU CORAÇÃO E SUACONSEQUENCIA TEXTO Háalgo em comum entre os filhos de Deus cuja conversação serve de estímulo eencorajamento aqueles que os ouvem. Todos eles primeiro aprenderam a não darlugar a pecados que acabam por envenenar suas palavras, obedecendo a exortaçãoencontrada na epístola de Paulo aos efésios “Toda aamargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejamtiradas dentre vós” (Efésios 4:31). É interessante observar o modo comoestas mesmas características são encontradas em meio a nação de Israel quando esteschegaram ao limiar da terra prometida, tendoenviado doze homens a espiar a terra. O relatório destes homens a nação apóscumprirem sua missão nos fornece um precioso exemplo de como as palavras queproferimos não somente revelam o que há em nosso coração, como produzem umefeito que talvez não esperávamos. Comecemospor observar o teor do relatório entregue por estes homens a seus líderes e asua nação “Fomos à terra a que nos enviaste; everdadeiramente mana leite e mel, e este é o seu fruto. O povo, porém, que habita nessa terra époderoso, e as cidades fortificadas e mui grandes; e também ali vimos os filhosde Anaque” (Números 13.27,28). Possivelmente já conhecendo o parecer de seus irmãos,Calebe se levanta a fim de encorajar seu povo “EntãoCalebe fez calar o povo perante Moisés, e disse: Certamente subiremos e apossuiremos em herança; porque seguramente prevaleceremos contra ela” (Números 13.30). Em maior número, os dez espiaspassaram a infamar a terra que havia observado, tendo como resultado o desânimoque tomou conta de toda nação “ENTÃOtoda a congregação levantou a sua voz; e o povo chorou naquela noite” (Números 14.1). Logo o desânimo plantado deu lugar a murmuração erevolta contra os líderes que Deus havia levantado, a fim de que se queixassemdeles“E todos os filhos de Israelmurmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Quemdera tivéssemos morrido na terra do Egito! ou, mesmo neste deserto!” (Números 14.2). Uma vez que eles haviam dado lugar a amargura emseus corações, a revolta contra o Senhor foi apenas um passo a mais em sualoucura, pondo-se eles então a blasfemar de Deus “Epor que o Senhor nos traz a esta terra, para cairmos à espada, e para quenossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhorvoltarmos ao Egito?” (Números14.3). Por fim, amargurados e desapontados, eles encontraram a solução que buscavam“E diziam uns aos outros: Constituamos umlíder, e voltemos ao Egito” (Números14.4). As palavras dedesencorajamento e incredulidade semeadas entre o povo de Deus naquele diaacabaram por resultar em uma triste colheita, ascendendo a incredulidade quehavia naqueles corações e impedindo-os de provarem das bençãos de Deus. Os dezincrédulos espias morreram diante do Senhor, assim como toda geração acima devinte anos, obrigados a peregrinar por quarenta anos naquele deserto. Quesaibamos dar ouvidos a exortação do Senhor “Vede, irmãos, quenunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deusvivo. Antes, exortai-vosuns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para quenenhum de vós se endureça pelo engano do pecado” (Hebreus 3.12,13).