
DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 22/09/2026 TÍTULO UMA PARÁBOLA ANTIGA PARA CRENTESMODERNOS #2 O EXEMPLO DE DESOBEDIÊNCIA DO POVO DEISRAEL SALMO 78.9 a 20 TEXTO Oatento leitor das sagradas Escrituras encontra no Salmo 78 uma parábola escritapor Asafe, procurando aplicar os acontecimentos históricos vividos pela naçãode Israel ao contexto atual de seus ouvintes, a fim de que não venham incorrernos mesmos erros. Asafe lança mão da tribo de Efraim como um exemplo deincredulidade ao dizer “Os filhos de Efraim, armados etrazendo arcos, viraram as costas no dia da peleja” (verso 9). A terra prometida era uma realidade que deveria serconquistada por meio da luta, uma vez que a posse deste território eranecessária a fim de que as promessas de Deus a eles fossem cumpridas. Porém,Asafe nos lembra que a história da nação de Israel foi marcada não pelanecessária atitude de obediência, mas sim pela desobediência a Deus e sua lei “Não guardaram a aliança de Deus, e recusaram andar na sua lei” (verso 2). O esquecimento voluntário da lei pela qual Deus desejavaconduzir seu povo de forma única entre as nações, ensejou um esquecimentoproposital dos grandes feitos do Senhor por eles, principalmente da formamiraculosa pela qual haviam sido libertados do cativeiro egípcio “Eesqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver. Maravilhas que ele fez à vista de seuspais na terra do Egito, no campo de Zoã” (versos 11,12). Asafe passa a narrar as maravilhas operadas por Deus,iniciando pelo livramento concedido em meio ao mar “Dividiu o mar, e os fez passar porele; fez com que as águas parassem como num montão” (verso 13). Asafe recorda também a forma como a presença de Deus eravista de forma permanente entre eles “De dia os guiou por uma nuvem, e toda anoite por uma luz de fogo” (verso 14). Mesmo andando em meio a um desertoescaldante, aquela grande multidão foi abastecida abundantemente de água pelapoderosa mão do Senhor “Fendeu as penhas no deserto; e deu-lhes de bebercomo de grandes abismos. Fez sair fontes da rocha, e fez correr as águas como rios” (versos 15,16). O que Asafe nosrecorda aqui é que, apesar de todas estas maravilhas o povo de Israelprosseguiu “... em pecar contra ele, provocando ao Altíssimo na solidão” (verso17). A nação de Israel não somente usou a escassez de água como justificativapara sua rebeldia, como também se queixaram da falta de carne para comerem “Etentaram a Deus nos seus corações, pedindo carne para o seu apetite. E falaram contra Deus, edisseram: Acaso pode Deus preparar-nos uma mesa nodeserto? Eis que feriu a penha, e águas correram dela: rebentaramribeiros em abundância. Poderá também dar-nos pão, ou prepararcarne para o seu povo?” (versos 18 a 20). Estes questionamentosrevelam o tom desafiador daqueles homens como que ao dizer “Sabemos que Deusnão tem poder para fazer isso”. Que o Senhor noslivre de tal espírito de incredulidade e dúvida, pela qual pereceu toda aquelageração, como bem nos alerta o autor da epístola aos hebreus “...que nuncahaja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo. Antes, exortai-vos uns aos outros todosos dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureçapelo engano do pecado” (Hebreus 3.12,13).