
O PERIGO DE DEPOSITARMOS A CONFIANÇA EMUM FALSO ÁLIBI TEXTO Odécimo capítulo da primeira epístola de Paulo aos coríntios contém umaexortação a qual os salvos em Cristo devem devotar sincera atenção, a qual oapóstolo roga que não seja ignorada. Tomando por base os fatos históricosocorridos durante a peregrinação do povo de Israel a terra prometida, oapóstolo relata os inúmeros privilégios provados pela enorme multidão deperegrinos, assim como seus terríveis pecados, que acabaram por culminar nacondenação da maior parte daquela geração. Paulo usa destes fatos a fim deexortar diretamente aos salvos em Cristo “Aquele,pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia” (1 Coríntios 10.12). Faremos bem em dar ouvidos aesta verdade. A primeira porção destaexortação relembra as muitas maravilhas da qual todos aqueles que foramlibertados no Egito provaram “ORA, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveramtodos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. E todos foram batizados emMoisés, na nuvem e no mar, e todos comeram de uma mesma comida espiritual, ebeberam todos de uma mesma bebida espiritual, porque bebiam da pedra espiritualque os seguia; e a pedra era Cristo” (1Coríntios 10.1 a 4). O argumento central deste relato encontra-se na expressão “todos”,ressaltando cinco privilégios espirituais que todas aquelas pessoas provaram:todos eles provaram do frescor da nuvem que os protegia do sol escaldante,todos eles foram salvos da destruição ao passar em meio ao mar, todos elesforam liderados por Moisés em sua jornada, todos eles comeram do maná celestialenviado por Deus e todos eles saciaram sua sede ao beber das águas que jorraramda rocha. Tais bençãos podem nos levar a acreditar que aquelas pessoas foramaprovadas por Deus quanto a sua conduta, porém não é isso que Paulo nos revela “MasDeus não se agradou da maior parte deles, por isso foramprostrados no deserto” (1 Coríntios 10.5). Aquela multidão de pessoasacabou por perecer no deserto, porém não todos, pois Josué e Calebe foramadmitidos na terra prometida, revelando a reprovação de Deus sobre a maiorparte deles. O motivo do apóstoloPaulo ter lançado mão destes fatos históricos é revelado no verso 6 “E estas coisas foram-nosfeitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, comoeles cobiçaram” (1 Corintios 10.6). Oargumento do apóstolo serve de ressalva aos salvos em Cristo quanto a condutapraticada pelo povo de Israel que os levou a serem reprovados pelo Senhor,apesar de todas as bençãos que provaram durante sua jornada. Tais bençãosforneceram aquelas pessoas a um falso álibi de segurança. Aquelas pessoas julgavam que tudo estava bem com eles umavez que participavam de bençãos que Deus concedia a seu povo, assim como ossalvos em Cristo podem pensar que tudo está bem com eles porque tem visto Deusabençoar a sua igreja. Provar das inúmeras bençãos de Deus aquele povo fez comque o povo de Israel desse lugar a um comportamento audacioso, sem temor pelopecado e pelo nome do Senhor, nos servindo de alerta a fim de não cairmos namesma armadilha. As bençãos derramadas sobre uma igreja nãodevem conduzir os salvos a uma falsa noção de segurança, como se mal nenhumpudesse os atingir, assim como não devem conduzi-los a libertinagem, como seDeus jamais fosse capaz de disciplinar seus filhos. E, principalmente, asbençãos derramadas sobre uma igreja não devem conduzir ninguém a incredulidade,como se não necessitassem confiar no Senhor em todas as coisas A verdade ressaltada pelo apóstolo Paulo é que nenhum salvo deve sentir-seseguro enquanto dá lugar ao pecado. Que nos lembremos constantemente de suaexortação “Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe que não caia”.