
DEVOCIONAL DIÁRIO DATA 02\096 TÍTULO TRÊS RAZÕES PARA CONFIARMOS NO SENHOREM MEIO AS LUTAS E TRIBULAÇÕES TEXTO Oque uma pessoa deve fazer quando conclui que todas as suas esperanças jádesvaneceram? Quando todos seus planos de se restabelecer fracassaram e suasforças para prosseguir parecem já ser insuficientes. Muitos de nós já provamoso completo fracasso pessoal, resultado da incansável militância empreendidapelos inimigos de nossa alma, aliada a pensamentos perturbadores a respeito denós mesmos. Tal angústia se faz acompanhar pelo pensamento que fomos completa edefinitivamente abandonados por Deus a nossa própria sorte, o que resulta noagravamento de nossas aflições. É possível vencer em meio a um diagnóstico tãodesanimador? A palavra de Deus nos ensina que sim. Ohomem do Salmo 13 possivelmente tenha atingido profundezas de dor ainda maioresdo que estas, reveladas em seus questionamentos diretos a Deus, resultado desua profunda angústia. Seu desejo é averiguar a razão do aparente desprezo deDeus por suas aflições “ATÉ quando te esquecerás demim, Senhor? Para sempre?” (verso1). As palavras do salmista revelam uma das maiores inquietações que assaltamos sofredores, quando o tempo passa a ser um dos seus maiores algozes, fazendoprolongar uma espera que parecer interminável. Este “Até quando?” do salmistademonstra que a aparente demora de Deus em agir joga contra ele um fardo aindamaior de dor, a de imaginar-se terminantemente desprezado. Suas lutasinteriores a muito ultrapassaram o limite das coisas físicas, adentrando oterreno das verdades espirituais e levando-o a questionar mais uma vez a Deus “Até quando esconderás de mim o teu rosto?”(verso 1). Sua necessidade vai além da cura de suas enfermidades físicas,elas se misturam a seus temores espirituais e terminam por atingir suasemoções, como nos revela “Até quandoconsultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coraçãocada dia?”. Possivelmente a ansiedade já havia iniciado seu maligno laborna alma do salmista, enfraquecendo-o e tornando-o uma presa frágil diante deseus inimigos, que certamente aproveitam sua desvantagem a fim de vê-lodefinitivamente destruído, de acordo com o temor que ele nos revela “Até quando se exaltará sobre mim o meuinimigo?” (verso 2). Devemos ser cônscios queos santos do Senhor não estão imunes a enfrentar tais acontecimentos, de formaque a observação do poder que restaurou a vida do salmista deve encontrar emnós ouvidos atentos e prontos a receber a instrução. O antes moribundo salmistarecobra suas forças ao apontar seus olhos para aquilo que jamais deveria terabandonado “Mas euconfio na tua benignidade” (verso 5). A palavra benignidade diz respeito agenerosidade derramada por Deus em favor de suas frágeis criaturas,concedendo-lhes forças e proteção através do cumprimento de suas muitaspromessas a seus filhos. Na expressão seguinte, o salmista lembra-se dospoderosos atos de Deus em favor dos seus, da sua ajuda sempre presente emtempos difíceis e do seu socorro no tempo certo, levando-o a declarar “... na tua salvação se alegrará o meu coração” (verso5). A terceira verdade na qual o salmista se apoia e que lhe serve de grandealento diz respeito a ações bondosas de Deus para com ele em seus diaspassados, quando diz “Cantareiao Senhor, porquanto me temfeito muito bem” (verso 6). O salmista reconhece como Deus haviasido bom para com ele em todo tempo, e que isto continuava a ser verdade. Oque é necessário que façamos a nossa alma diante da perturbação quepoderosamente nos assalta? Volte seus olhos a três verdades a respeito dogrande e majestoso Deus: Ele é benigno, sempre pronto a nos ajudar; Ele époderoso, capaz de nos socorrer em qualquer situação; Ele é sempre bondoso,mesmo quando nós não merecemos. Porisso, confie no Senhor em toda e qualquer situação.