
UM ENCORAJAMENTO A INVESTIRMOS NOSSOSRECURSOS FINANCEIROS NA OBRA DE DEUS TEXTO O quarto capítulo daepístola de Paulo aos filipenses guarda um verdadeiro tesouro de direção eincentivo quanto ao envolvimento dos salvos em Cristo com as necessidadesfinanceiras da obra de Deus neste mundo. O objetivo do apóstolo nesta porção daepístola aos filipenses é agradecer-lhes pela generosa oferta enviada a elepelas mãos de Epafrodito, que chegara a suas mãos em um período especialmentedifícil em seu ministério, uma vez que se encontrava preso em Roma, aguardandoo julgamento que por fim veio a fazer dele um mártir em Cristo. Paulo encorajaa continuidade desta atitude por parte dos filipenses intercedendo por elesjunto a Deus de uma forma que ficou conhecida como uma de suas mais célebresorações “O meu Deus, segundo assuas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por CristoJesus” (Filipenses 4.19).Faremos bem em dar ouvidos a estas palavras. Este encorajamento parte da verdade que as riquezas de Deus sãoinfinitas, como pode ser visto nesta declaração. Paulo jamaispoderia recompensar aqueles crentes por sua colaboração e os própriosfilipenses estavam limitados por sua pobreza em relação a quanto dar e quandodar, mas Deus não estava sujeito a estas limitações, como o apóstolo já haviaensinado aos salvos em Corínto “EDeus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendosempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra” (2Coríntios 9.8). Os recursos de Deus a fim de suprir as necessidades de seu povosão absolutamente infindáveis, de forma que Deus não depende da prosperidade deuma nação ou de uma pessoa específica a fim de que as necessidades financeirasde sua obra sejam supridas. Ele usará de seus servos, mas o suprimento paraisto sempre virá o próprio Deus. A segunda palavra deencorajamento dirigida pelo apóstolo diz respeito ao suprimento dasnecessidades de seu povo, ao nos dizer que o Senhor “suprirá todas as vossas necessidades”. A confiança nocuidado pessoal do Senhor é requisito básico na vida daqueles que se dispõe ainvestir financeiramente na obra de Deus. É bom que constantemente noslembremos do ensino do Mestre quanto a esta questão, quando nos diz “Nãoandeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo quehaveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vidamais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?” (Mateus 6.25). Tal confiança quanto ao cuidado doSenhor é reforçada pela verdade registrada pelo apóstolo Paulo em sua epistolaaos romanos, lembrando-nos da infinita generosidade de Deus para com seusfilhos “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem serácontra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregoupor todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” Romanos8.31,32). Deus nos deu seuFilho, como podemos duvidar que ele seja poderoso para nos acrescentar tudo omais que for necessário? O apóstolo completa este encorajamento nos fazendo lembrar que oresultado de investirmos na obra de Deus neste mundo poderá ser comtemplado “emglória, por Cristo Jesus”. Um bom exemplo desta verdade pode ser vistono verso 17 deste capítulo, quando Paulo diz aos filipenses “Não queprocure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta” (Filipenses4.17). Aqui a expressão fruto” era apalavra usada para referir-se ao incremento produzido pelo dinheiro aplicado, ea expressão “cresça” refere-se aofato que este investimento jamais seria perdido, mas cresceria abundantemente. Aquios filipenses são descritos como aqueles que possuem uma conta corrente com oSenhor, nos céus, que vai registrando seu saldo, o qual será recompensado naeternidade. Queassim façam os salvos do Senhor, investindo seus recursos de forma eterna, afim de que o nome do Senhor seja conhecido e glorificado nesta terra.