
A União Europeia decidiu criar novas taxas para travar a entrada de produtos baratos vindos sobretudo da China. A França, a braços com um aumento significativo de “pequenos pacotes”, adiantou-se e começou a aplicar medidas próprias. Desde Março que, em França, compras feitas, essencialmente, em plataformas como Shein, Temu e AliExpress passaram a pagar uma taxa de dois euros por categoria de produto. A partir de Julho, a esta taxa será acrescentada uma outra taxa europeia de três euros, o que faz subir o total para cinco euros por artigo. O governo francês acusa estas empresas de evitarem a taxa, enviando primeiro os produtos para outros países europeus e só depois para França. Por isso, anunciou mais controlos nas fronteiras. Ao mesmo tempo, a Shein está sob pressão na Europa. Em Fevereiro, a Comissão Europeia deu início a um processo formal contra a Shein, ao abrigo do Regulamento dos Serviços Digitais, devido à sua concepção geradora de dependência, à falta de transparência dos sistemas de recomendação, bem como à venda de produtos ilegais, incluindo material referente a abusos sexuais de crianças. A polémica à volta da empresa de ultra fast fashion surgiu depois de ter sido apanhada a vender bonecas sexuais semelhantes a crianças no seu site em França. Eudeline Boishult e Jan Camenzind Broomby da France 24 deslocaram-se a Cantão, na China, um dos principais pólos da indústria têxtil chinesa. Confira aqui a reportagem.