
A ideia de se ter muito ou pouco, tem a ver com as nossas expetativas e com aquilo que cada um entende por ser suficiente. Salários altos, vidas caras. Salários mais baixos, vidas mais em conta. Tudo na devida proporção, a única diferença destas vidas está no leque de escolhas e nos sacrifícios que cada um está disposto a fazer para estar em determinado patamar. O segredo é saber tirar partido do que se tem. Viver com dignidade é uma coisa, alimentar um estatuto social, é outra. O poder de compra não faz uma pessoa ser melhor ou pior, inferior ou superior, embora a sociedade de consumo nos empurre para esta ideia de sucesso.