
Falámos da exploração como uma coisa concreta, do dia-a-dia — e começámos pelo exemplo das aulas: aquelas em que se aprende mesmo quando se “falha”, porque alguém cria espaço para experimentar, tentar de outra forma, e perceber porquê. A partir daí, alargámos a conversa à experimentação ao longo da vida: não como impulsividade, mas como prática contínua — observar, ajustar, repetir, comparar. A mesma lógica que nos ajuda a aprender um instrumento, a melhorar um método de estudo, a resolver um problema no trabalho, ou a tomar decisões mais informadas. Falámos também do que torna a exploração verdadeiramente disciplinada: registar o que se fez, mudar uma variável de cada vez quando é preciso perceber a causa, resistir à tentação de tirar conclusões cedo demais — e aceitar que, às vezes, um “desastre” (como um ovo partido) pode ser também um dado: uma pista sobre o comportamento das coisas quando embatem no mundo. Terminámos com a resposta à pergunta “O que é a filosofia Montessori?”, a partir do livro O bebé Montessori, de Simone Davies e Junnifa Uzodike.