
Na véspera do jogo de abertura da Copa do Mundo de 2022, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, fez o discurso da autoincriminação. Demagogicamente, afirmou que se sentia como todas as minorias envolvidas neste Mundial. Aquelas desprovidas de direitos, que ele não consegue ou não pode admitir. No começo de novembro, a cúpula da entidade já havia enviado um recado, por meio de carta, às 32 seleções: “vamos nos concentrar no futebol”. Nossa mensagem é o oposto: protestem, façam política. Nunca saberemos quantas vidas de migrantes foram perdidas e quantos trabalhadores foram explorados para erguer a Copa do Catar. Mas, ainda que sem dizer, as ditaduras escancaram suas piores facetas. Combinam com a FIFA, que terá Infantino como candidato único atrás do terceiro mandato. Direitos humanos para todxs!