
Apesar do “cala boca” da FIFA, seguido por uma enganosa cerimônia de abertura, a primeira rodada da Copa do Mundo de 2022, no Catar, foi marcada por protestos. Autoridades, jogadores, torcedores e outros envolvidos no Mundial encontraram uma forma de se manifestar contra discriminações e violações a direitos básicos dos cidadãos no país-sede do torneio. A seleção alemã pôs a mão na boca, e a faixa pró-diversidade “One Love” apareceu nas redes sociais, nas arquibancadas e até à beira do gramado. Os atletas iranianos e as torcedoras iranianas, alijadas dos estádios na sua própria nação, foram além e lembraram de um grave problema político doméstico, o assassinato da jovem Mahsa Amini, que gerou uma onda de protestos, violentamente reprimidos pelo governo.