
Proposto e pensado por alunas e alunos da turma 3005 e realizado sob coordenação do professor de filosofia Lucas Leitão, o programa 'Meu corpo não é um convite', que tocou no intervalo do dia 19/11/2019, vem para falar sobre a cultura do estupro. Um assunto sério, que precisa ser encarado de frente, sem tabu e sem eufemismos. É uma cutucada para a gente pensar algumas práticas enraizadas em nossa cultura. "Quando falamos em cultura entendemos que são costumes, hábitos, ideias, crenças, manifestações artísticas e maneiras de ver o mundo que são compartilhadas por determinado grupo, e dão identidade. O termo cultura do estupro significa que estupros não são episódios isolados, mas fazem parte de um sistema de valores e costumes que banalizam e tratam como natural a violência contra meninas e mulheres. Sempre escutamos justificativas como: "ela provocou", ou "ela usa short curto", ou "o que ela estava fazendo na rua até essa hora?". Esse modo de pensar justifica e perpetua a violência masculina, silencia e culpa as vítimas de estupro e, por fim, encoberta o agressor. A violência contra a mulher, principalmente a sexual, não é algo natural. Deveria ser uma condição dos homens jamais estuprar, e não das mulheres o dever de evitar o estupro." Texto extraído do Manual de combate à cultura do estupro, realizado pelo Coletivo Feminista Maria Angélica Ribeiro Para ler mais sobre o assunto: https://diplomatique.org.br/cultura-do-estupro-no-brasil/ https://qgfeminista.org/?s=cultura+do+estupro http://www.ebc.com.br/cultura-do-estupro