Episódio
Todo mundo decretou a morte do cinema, mas 2026 está provando o contrário, e não foi do jeito que Hollywood esperava. "Project Hail Mary", com Ryan Gosling, é uma história original sem franquia nenhuma e virou o maior sucesso da história da Amazon MGM, mais de US$ 670 milhões no mundo. "Obsessão", um terror feito por um youtuber com pouco mais de US$ 1 milhão, faturou cerca de 100 vezes o orçamento. Existe sim uma luz no fim do túnel, e neste Pop Corner a gente mostra de onde ela vem. Sob a lente da cosmovisão cristã, a gente disseca o que esses filmes escondem: o livre-arbítrio em "Obsessão" (por que Deus não obriga ninguém a amar, e por que sem liberdade não existe amor), a graça disfarçada em "Project Hail Mary" (a nave que salva a humanidade chamada Mary, o herói chamado Grace, mesmo com autor ateu), e a perseguição real ao ator Neal McDonough — o Dum Dum Dugan do Capitão América, barrado em Hollywood por ser católico, fiel à esposa e se recusar a beijar outra mulher em cena. Agora ele renasce interpretando o pai de James Stewart na cinebiografia "Jimmy" (com KJ Apa, direção de Aaron Burns, pela Fathom, distribuidora ligada a The Chosen). É uma dissidência de Hollywood se formando à luz do dia. No mesmo programa: por que Tolkien detestava As Crônicas de Nárnia e toda ficção religiosa cafona (a amizade com C.S. Lewis e Chesterton, e o Silmarillion tratando a Criação como música); por que a indústria do cinema cristão americano é dezenas de vezes maior que todo o cinema brasileiro; youtubers virando diretores de verdade (Curry Barker, SCP, Backrooms, Corridor Digital) e por que o YouTube oxigenou o audiovisual; e a treta do cinema nacional — o Streaming Brasil do Lula que ninguém vai baixar, o acervo que deveria estar no YouTube remasterizado, e o "documentário" Ilha das Flores, de Jorge Furtado, que se revelou encenado depois de enganar gerações inteiras na escola (com direito a paralelo com a Petra Costa). Cultura pop sem frescura e sem ruído, crítica que busca o sentido por trás do hype. Se isso te fez pensar, manda pra alguém que precisa ver. Com Filipe Trielli, Lucas Honorato e Mafinha Summers.