
Para nós, moradores dos grandes centros urbanos, é muito difícil imaginar a sobrevivência por 40 dias, de quatro crianças de 11 meses, 4, 10 e 13 anos, após a queda da aeronave em plena selva amazônica. Foi preciso encontrar mecanismos de sobrevivência sem nenhum adulto, além de lidar com a morte da mãe que resistiu por 6 dias. Logo pensamos: e se fosse nossos filhos? Não precisamos ir a esse extremo de coragem e resiliência. Vamos imaginar o básico, como atravessar uma rua sozinho; organizar a mochila, fazer o dever de casa ou arrumar seus pertences. Esse cuidado de si, que podemos chamar de autonomia funcional, é algo que se ensina em todos os momentos da vida. Como estamos como pais e mães? Nossos filhos sobreviveriam a uma ida à esquina?