
A escola resiste e ainda guarda um tesouro da humanidade: a solidez corpórea, artefato biológico e cultural em vias de extinção. Nesse espaço, pessoas têm afazeres mediados por relações humanas imprescindíveis, que fazem contrapontos ao superficial e apressado. Diante da força que ganham as “soluções” tecnológicas digitais pensadas para a educação básica, devemos pensar no lugar das soluções humanizadoras. Quanto mais próximo estivermos da educação básica e mais nova for a criança, mais o offline precisa ser considerado. Será preciso muita lucidez e coragem para fazermos o movimento da piracema e nadar contra a correnteza, para que nossas crianças e jovens tenham asseguradas as experiências próprias de comunidades vivas e, assim, possamos mantê-las acordadas.