
O mundo virtual está, sedutoramente, na vitrine com suas promessas de agilidade, economia e encurtamento de distâncias. Tudo verdade, contudo, quando se trata de educação básica, cabem atenção e resistência. A aposta no humano é nossa maior inovação. É preciso apostar no corpo que somos e temos e com o qual dialogamos com o mundo. O que seria de uma formação humana sem as relações, vivência de práticas culturais, esportivas, artísticas, só possíveis, verdadeiramente, em coletividade? Ouçamos o personagem Winston do livro 1984, quando diz para sua namorada: “se você conseguir sentir que vale a pena continuar humano, mesmo que isso não tenha a menor utilidade, você os venceu”.