
Pensamos a própria vida a partir de onde nossos pés pisam e o núcleo familiar é o marco zero. Os pais podem proporcionar aos filhos uma estação aberta e viva que disponibiliza conexões para várias possibilidades, como também uma cela, com travas e interdições limitadoras de qualquer tipo de projeto ou voo. Em vez de lutar para encaixar o filho no seu próprio sonho, invista em dar a ele a melhor base de apoio e experiências que irão favorecer sua autonomia. Há sabedoria na fala dos antigos: “não criamos os filhos para nós”. Não podemos lançar sobre eles nossas projeções. Há que se fazer um exercício de grandeza e renúncia para dar àquele que chega espaço de expressão. Um filho que carrega e vive o sonho do outro não pode ser feliz.