
A crise climática já é vista e sentida. Sua marcha é impiedosa e exigirá da humanidade mudanças estruturais. Pensamos: tudo é grande demais. A tendência é nos recolhermos à nossa insignificância e impotência. É nesse presente caos que está o futuro, que passa pelos atos rotineiros, no envolvimento e força de pessoas comuns, anônimas, simples. O rumo das coisas, as tendências da moda e o mercado, passam pelas causas que sustentamos e por aquilo que compramos e deixamos de comprar. Nossas escolhas não são ingênuas e, muito menos, neutras. Criamos grandes mosaicos, imagens que mandam recados e anunciam ao próximo e ao mundo o que queremos querer e edificar. É no miúdo da rotina diária, na educação, nos nossos escritos, falas e silêncios que daremos ritmo e contorno para esse movimento, ainda descontrolado e veloz.