
Muitos pais ficam inseguros quanto à hora certa de delegar responsabilidades aos filhos. Se pararmos para pensar, sempre é tempo de deixar que eles façam alguma coisa, por mais insignificante que possa ser. Isso ajudará o filhote a se situar no mundo e a se perceber como sujeito também de deveres. Eu sujo, eu limpo; eu espalho, eu ajunto; quero isso, mas custa aquilo, não pode agora, ensino a paciência e o que significa adiar. Esse é um princípio da educação que compete aos adultos colocarem em prática, sem esmorecer. Incluir os filhos na divisão das tarefas e não fazer aquilo que compete a eles é saudável e maduro. Eles sempre estão prontos para algo. Essa rotina familiar ou escolar comporta fragmentos de autonomia. Quando menos a gente esperar, lá estará ele, cuidando de si e do entorno, da forma como precisa ser.