
Os caminhos acidentados e com surpresas não existem mais para uma parcela das crianças que vivem nos centros urbanos. O que nos resta é a simulação, empobrecida e artificial, de aventuras, todas cuidadosamente monitoradas. Não há pedra no caminho. A frustração e tristeza próprias da vida foram banidas e não cumprem mais o seu ensino. Contudo, antes de retirá-las, seria prudente e sábio entender qual o seu propósito de longo prazo e em que medida deixarão a criança mais forte e confiante em si. Dê esse respiro e tempo para o filhote viver a experiência, passar pela frustração, encontrar forças dentro de si para a adaptação e sentir a alegria da superação. Esse é um exemplo de pedra artificial que, na ausência de outras mais reais e cortantes, tem uma função educativa e pedagógica.